A GRANDE REBELIÃO
Nesta obra o Mestre amplia seu ensinamento que entregara em numerosas conferências
e em seus livros Psicologia Revolucionária e O Matrimônio
Perfeito.
O tema central é o ser humano, seu convívio familiar e social,
os mecanismos psico-emocionais que o caracterizam e o despertar da consciência.
Enfatiza o Mestre o estado generalizado de inconsciência em que se
encontra a humanidade atual e a necessidade de uma transformação,
que propõe através de uma revolução em nosso
modo de viver, em nossas formas de pensar e sentir. O objetivo desta obra
é instruir-nos em uma disciplina de transformação
que nos ajude a erradicar, de nós mesmos, as causas do sofrimento
e da dor, desterrando a incapacidade de conhecer nossa natureza humana
e sua relação com outras ordens da criação.
A chave, a encontramos na vida cotidiana "vivida conscientemente", e é
aqui, precisamente, onde começa o processo de transformação
interior, o desenvolvimento equilibrado de nossa própria psicologia.
A transformação começa com o despertar do sentido
da auto-observação que nos permite descobrir os complicados
mecanismos do eu, verdadeira rede estruturada de energias psíquicas
que impede que deixemos de ser mecânicos. Esta mecanicidade à
que aludimos se manifesta em nossa conduta movida por séries de
eus que se repetem continuamente.
Somente uma verdadeira rebelião interior contra o eu da psicologia
e sua desintegração nos brindam a possibilidade de emancipar
a consciência e acabar com a mecanicidade em que nos encontramos.
O trabalho interior que nos propõe o V.M. Samael Aun Weor é
uma contínua auto-reflexão que nos conduz ao conhecimento
de nós mesmos.
PSICOLOGIA REVOLUCIONÁRIA
A vida prática é uma escola maravilhosa. No relacionamento
com os outros podemos descobrir os eus que carregamos em nosso interior.
Qualquer contrariedade, qualquer incidente, pode nos conduzir à
auto-observação íntima, ao descobrimento de um eu,
seja este do amor próprio, da inveja, ciúmes, ira, suspeita,
calúnia, luxúria, cobiça, etc.
Precisamos conhecer a nós mesmos antes de poder conhecer aos demais.
É urgente que se aprenda a ver do ponto de vista alheio.
Se nos pusermos no lugar dos demais, descobriremos que os defeitos psicológicos
que imputamos aos outros os temos de sobra em nosso interior.
Amar ao próximo é indispensável, mas como poderíamos
amar aos outros sem antes ter aprendido, no trabalho esotérico,
a se colocar na posição das outras pessoas.
A crueldade continuará existindo sobre a superfície da Terra
enquanto não aprendemos a pôr-nos no lugar dos outros.